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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A REINAUGURAÇÃO DA BOATE


Matilde (Yoná Magalhães) realmente está contentíssima. Depois de tantos imbróglios, finalmente sua Boate Sexus será inaugurada. 

Se da última vez sabotaram, nesta noite tudo vai dar certo. Exceto para Florindo Abelha (Ary Fontoura) que pensando que Matilde sabe de seu caso no passado com Amparito (Nélia Paula), foi obrigado a ir escondido de Pombina (Heloísa Mafalda). 
Amparito também se apresenta

Mas a primeira dama acorda e dá por falta do marido.

Quem também está em maus lençóis é Padre Albano (Cláudio Cavalcanti). O padre vermelho foi alvejado por Zé das Medalhas (Armando Bógus) que, por sorte, não tem boa mira.

Parece que a noite em Asa Branca será longa.

Não perca em Roque Santeiro!


ABC DO SANTEIRO

Florindo Abelha passou por uma descompostura de sua mulher. Pombinha não leva desaforo pra casa e nem pro quarto. Assim como Pombinha, as mulheres de Asa Branca têm pulso forte. Leia análise brilhante publicada em 1985 sobre o assunto. Em Além de Asa Branca.

João Ligeiro (Maurício Mattar) foi traído pelo amigo Toninho Jiló (Luiz Carlos Barroso) e foi demitido da fazenda. Tudo porque quer ser santo e o fofoqueiro entendeu errado. Reveja as cenas no capítulo 82 exibido nesta terça-feira.





terça-feira, 8 de novembro de 2011

AMPARITO ESTÁ AQUI


Quem assiste todas as noites à reprise de Roque Santeiro no canal Viva está tendo a oportunidade de rever tipos marcantes da teledramaturgia brasileira, sendo defendidos por grandes atores, em ótimos momentos. É o caso do casal Florindo (Ary Fontoura) e Pomba Abelha (Eloísa Mafalda), do ator sedutor Roberto Mathias (Fábio Junior), do comerciante Zé das Medalhas (Armando Bogus), da dançarina Matilde (Yoná Magalhães) e claro, do trio de protagonistas: Roque (José Wilker), Porcina (Regina Duarte) e Sinhozinho Malta (Lima Duarte) que nos brindam em cada capítulo com cenas sensacionais.

Mas uma personagem pra lá de divertida vem animando ainda mais as confusões de Asa Branca. Estou falando de Amparito Torres, a amiga de Sinhozinho que chega à cidade para trabalhar com Matilde. O que pouca gente sabe é que sua intérprete, a atriz Nélia Paula, foi uma das maiores musas do Teatro de Revista na década de 50, ficando conhecida como a dona de um dos mais lindos e famosos pares de pernas do País.

Nélia Faria, que adotou o nome artístico de Nélia Paula, nasceu na Argentina, mas foi ainda pequena para Niterói, no Rio de Janeiro, onde viveu boa parte da sua vida. Desde pequena queria ser atriz e bailarina, por isso, em 1947, depois de ser aprovada num teste para bailarina na companhia de Eva Stachino, vedete chilena radicada no Brasil, foge de casa e muda-se para São Paulo. Depois de um romance frustrado que a fez largar a carreira e se tornar aeromoça, Nélia volta para o Rio de Janeiro, onde acaba sendo contratada como modelo para desfiles de moda e chás-dançantes vespertinos na boate Night and Day. No ano seguinte, passa a ser crooner da boate Casablanca, casa em que Renata Fronzi e Cesar Ladeira montavam os shows Café Concerto. Convidada por eles integra o elenco feminino do Café Concerto nº 1.

Dos shows em boate, passa para o teatro de revista ao integrar o elenco de "Zum! Zum!", estrelado por Dercy Gonçalves. No espetáculo seguinte é convidada para a companhia do comediante Colé para fazer parte da peça "Boca de Siri". Nélia Paula e Colé vivem no início um romance clandestino, já que ele ainda era casado com a vedete Celeste Aída. Em 1951, é eleita Princesa das Vedetes, no tradicional concurso do Baile das Atrizes, ano em Virgínia Lane foi coroada Rainha. Em 1954, torna-se estrela de Walter Pinto, na peça "Eu Quero é me Badalar". No ano seguinte, volta para a companhia de Colé, mas a relação entre eles entra em crise e o casamento termina logo depois das filmagens da chanchada "Eva no Brasil".

Na década de 60 deixa o teatro de revista, após ter sua única filha, e passa para a televisão, onde atua nos programas "Noites Cariocas" e "Praça Onze". Em 1966, volta ao teatro, substituindo Bibi Ferreira em "Hello! Dolly". Durante a década de 70, atua nas peças "Daquilo que Você Gosta"; "Longe Daqui, aqui Mesmo" e "A Gaiola das Loucas", comédia de Jean Poiret, dirigida por João Bittencourt.

Em 1983, faz a novela "Guerra dos Sexos", de Sílvio de Abreu e em 1985 entra em "Roque Santeiro", num papel escrito especialmente para ela por Aguinaldo Silva. Seus últimos trabalhos na televisão foram ao lado de Chico Anysio, na "Escolinha do Professor Raimundo", no início dos anos 90, fazendo os papéis Amparito Pêra e Dona Cora. Em 1994, devido a problemas financeiros, foi morar no Retiro dos Artistas, em Jacarepaguá, onde morreu, no dia 8 de setembro de 2002, vítima de infarto.


Por Rafael Delphino Tupinambá